Menu

Você está em:

Esdras Capítulo 4

OS ANOS DE OPOSIÇÃO

Esdras 4.1-5

Os adversários de Israel do Sul ficaram sabendo do início da reconstrução do Templo para o Deus Eterno, em Jerusalém.

Por isso, eles procuraram Zorobabel e outros líderes de Israel com o seguinte pedido:

— Queremos participar da reconstrução. Nós adoramos o mesmo Deus que vocês adoram. Nós o temos adorado, desde que chegamos a Jerusalém, forçados pelo rei Esar-Hadom, rei da Assíria (entre 680 a 669 a.C).

Contudo, Zorobabel de Sealtiel, Josué de Jozadaque e os outros líderes de Israel não concordaram:

— Não! De jeito nenhum! Vocês não participarão! Vocês não têm nada a ver com a obra. Essa tarefa é nossa, só nossa. Somos nós que vamos construir a Casa do nosso Deus Eterno. Para isso fomos devidamente autorizados por Ciro II, o rei da Pérsia, em 538 a.C.

Esses vizinhos tudo fizeram para desanimar os israelitas para que não continuassem as obras. Entre seus métodos, eles contrataram pessoas para tumultuar o progresso das obras. Essa oposição durou 19 anos, desde o começo da reconstrução, em 536 a.C., sob o governo de Ciro II, até 518 a.C., sob o governo de Dario I.

A LONGA OPOSIÇÃO À RECONSTRUÇÃO

Esdras 4.6-23

A oposição à reconstrução da cidade duraria ainda mais tempo.

Depois da reconstrução do Templo, a oposição se esforçou para atrapalhar a reconstrução da cidade. Para tanto, escreveram várias cartas.

No início do governo do rei Assuero (conhecido também como Xerxes I), em 485 a.C., os inimigos de Israel do Sul lhe escreveram uma carta com acusações contra os habitantes. Essa foi a primeira carta e que não teve êxito.

Mais tarde, ao tempo do rei Artaxerxes I, que governou a Pérsia de 465 a 424 a.C., os inimigos de Israel também escreveram uma segunda carta. Essa correspondência foi preparada por Bislão, Mitredate, Tabeel e outros colaboradores. O texto estava em aramaico, mas foi traduzido para o hebraico.

Pouco depois, Reum, representante do governo persa em Israel do Sul, e o secretário Sinsai, escreveram uma terceira carta ao rei Artaxerxes I denunciando os esforços dos habitantes israelitas de Jerusalém na reconstrução da cidade.

A carta escrita por Reum e por Sinsai teve o apoio de diferentes representantes dos dinaítas, afarsaquitas, tarpelitas, afarsitas, arquevitas, babilônios, susanquitas, deavitas e elamitas, entre outros povos que tinham sido deportados para a região da Samaria e para outras regiões do lado ocidental do rio Eufrates pelo famoso rei Osnapar (conhecido também como Assurbanipal) no século 7 a.C.

A propósito, mais tarde, em 434 a.C., o mesmo Reum escreveu uma carta ao rei Artaxerxes I. A oposição, portanto, continuou. A carta dizia

“Majestade,

Que Vossa Majestade saiba que os judeus, que vieram da Pérsia para Jerusalém, estão reconstruindo a cidade, que é rebelde e malvada. Eles estão, neste momento, restaurando a muralha e reconstruindo suas fundações.

Vossa Majestade precisa saber que, se Jerusalém for reconstruída e a muralha for restaurada, os habitantes vão se rebelar e não vão mais pagar nenhum imposto, tributo ou taxa. O prejuízo para a Pérsia será enorme.

Como estamos a teu serviço, não queremos que sejas desrespeitado. É por isso que estamos enviando esta carta a Vossa Majestade.

Sugerimos que mandes fazer uma pesquisa no arquivo real para que vejas como Jerusalém foi rebelde e contabilize os prejuízos que ela provocou. Desde a antiguidade, Jerusalém tem sido o palco de muitas rebeliões. Foi por isso que ela foi destruída.

Se ela for reconstruída e tiver seus muros restaurados, Vossa Majestade perderá o controle de todas as nações localizadas no oeste do rio Eufrates”.

O rei Artaxerxes I respondeu:

“A Reum, o encarregado dos negócios da Pérsia na região da Samaria, ao secretário Sinsai e aos demais moradores do lado ocidental do rio Eufrates:

Paz!

A carta que vocês me escreveram foi lida em voz alta na minha presença.

Determinei que fosse feita uma pesquisa no arquivo histórico e ficou evidente que, desde a antiguidade, a cidade de Jerusalém tem se oposto aos reis estrangeiros, promovendo rebeliões e tumultos.

Israel teve Reis poderosos em Jerusalém, alguns dos quais dominaram toda a região ocidental do rio Eufrates, recebendo impostos, tributos e taxas das nações próximas.

Proíbo, então, que os trabalhadores envolvidos na reconstrução dessa cidade continuem com as obras. Qualquer obra nessa cidade precisa de prévia e expressa autorização minha.

Quanto a vocês, estejam atentos e sigam minhas ordens. Não quero ter nenhum prejuízo.”

Tão logo receberam a correspondência do rei Artaxerxes I, Reum, Sinsai e seus colegas foram devidamente armados para Jerusalém e forçaram os judeus a pararem as obras.

A RETOMADA DA CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

Esdras 4.24

A reconstrução da Casa de Deus em Jerusalém já tinha sido paralisada em 520 a.C., quando o rei Dario I estava no segundo ano do seu governo.