OBRA AUTORIZADA PELO REI DARIO I
Esdras 6.1-13
Por ordem do rei Dario I, a pesquisa foi feita no arquivo real da Pérsia, onde esse tipo de documento era guardado.
Foi encontrado num dos livros guardados no palácio de Ecbatana o seguinte registro:
“No primeiro ano do seu reinado, em 538 a.C., Ciro II baixou o seguinte decreto:
‘A Casa de Deus em Jerusalém deve ser reconstruída para que funcione como um lugar de adoração.
As fundações do Templo devem estar no mesmo lugar das fundações originais. As medidas da Casa de Deus devem ser as seguintes: 27 metros de altura por 27 metros de largura. Quanto ao material, devem ser usadas uma carreira de madeira nova para três carreiras de pedra talhada.
As despesas serão pagas pelo governo da Pérsia.
Determino também que os utensílios de ouro e prata, trazidos do Templo de Jerusalém para a Babilônia, sejam devolvidos e recolocados no seu lugar de origem’”.
Diante disso, o rei Dario I deu a seguinte ordem:
“Tatenai, governador da região ocidental do rio Eufrates, você, Setar-Bozenai e os afarsaquitas, nada façam para atrapalhar a obra. Não interrompam a reconstrução da Casa de Deus.
O governador e os líderes dos judeus estão autorizados à reconstrução da Casa de Deus no mesmo lugar de antes.
Determino ainda que vocês se juntem aos líderes judeus na reconstrução.
Os recursos para as obras devem vir da tesouraria real da Pérsia. Para tanto, use o dinheiro proveniente dos tributos recolhidos nessa região para pagar os funcionários da reconstrução. As obras não podem parar.
É minha ordem também que os judeus recebam diariamente o que precisam para suas celebrações religiosas:
Novilhos, carneiros e cordeiros para os sacrifícios oferecidos ao Deus do céu
Trigo, sal, vinho e azeite, conforme o que os sacerdotes judeus pedirem para cada dia.
Com isso, os judeus poderão oferecer seus sacrifícios. Que sejam como uma aroma agradável ao Deus do céu.
Peço aos judeus que orem por mim e por minha família.
Quem descumprir este decreto sofrerá o seguinte castigo: será levado embora e empalado com uma viga tirada de sua própria casa, que será totalmente destruída.
Que o Deus que mora no Templo de Jerusalém derrote todos os reis que desejarem alterar este decreto e destruir a Casa de Deus em Jerusalém.
Este decreto entra em vigor imediatamente.
Dario I”.
O governador Tatenai, o secretário Setar-Bozenai e toda a equipe prontamente cumpriram o decreto do rei Dario I.
O TÉRMINO DA OBRA
Esdras 6.14-18
Animados pelas mensagens dos profetas Ageu e Zacarias, de Ido, os líderes judeus se dedicaram com afinco à reconstrução.
Eles fizeram o que o Deus Eterno lhes determinara, agindo nos termos das determinações de Ciro II, Dario I e Artaxerxes I, reis da Pérsia.
A reconstrução da Casa de Deus chegou ao fim no dia 12 de março de 515 a.C. Dario I era o rei da Pérsia.
Os que tinham ficado em Jerusalém, os sacerdotes, os levitas e os que retornaram do exílio celebraram com muita alegria a dedicação da Casa de Deus em Jerusalém.
Para essa festa, os judeus ofereceram os seguintes animais:
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100 novilhos
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200 carneiros
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400 cordeiros.
Como oferta pelos pecados, ofereceram 12 cabritos, um para cada tribo de Israel.
Eles também escalaram os turnos dos sacerdotes e as tarefas dos levitas para atuarem no Templo, sempre seguindo as instruções bíblicas.
A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA EM 515 A.C.
Esdras 6.19-22
A Páscoa foi comemorada no dia 21 de abril de 515 a.C.
Dela participaram os que retornaram do exílio, bem como todos os sacerdotes e os levitas, uma vez que tinham se purificado para a celebração.
O cordeiro da Páscoa foi morto pelos encarregados para que todos os que retornaram e todos os sacerdotes e levitas pudessem comer; esses encarregados também participaram.
Em resumo, participaram da Páscoa os israelitas que tinham voltado da Pérsia e os que se afastaram das práticas erradas dos habitantes da região para seguir o Deus Eterno.
A celebração da Festa dos Pães sem Fermento, que é comemorada ao mesmo tempo que a Páscoa, durou sete dias e aconteceu em meio a muita alegria.
Desse modo, os judeus reconheceram que essa alegria vinha do Deus Eterno, quando mudou o coração do rei Ciro II, sucessor dos reis do império que começou como Assíria até se tornar Pérsia.
Foi assim que puderam reconstruir a Casa de Deus.
