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Gênesis Capítulo 37

OS ANTEPASSADOS DE JOSÉ

Gênesis 1

Jacó era nômade em Canaã, assim como foram o seu pai, Isaque, e o seu avô, Abraão.

Ele e os seus filhos eram pastores, vivendo de apascentar gados nos campos em Hebrom.

O FILHO PREFERIDO

Gênesis 2-4

Diferente foi a história de José, um dos seus filhos e que também ajudava no cuidado dos rebanhos da família.

Quando era mais jovem, José era muito próximo dos seus irmãos Dã e Naft ali, que eram filhos de Jacó com Bila, e também de Gade e Aser, que eram filhos de Jacó com Zilpa. Quando eles faziam coisas erradas, José contava ao pai.

Jacó não escondia que José era o seu filho preferido. A razão era que Jacó era idoso quando José nasceu.

Essa preferência estava indicada na roupa que José vestia: um casaco que chamava a atenção e foi confeccionado especialmente para o menino. Quando perceberam que José era o preferido de Jacó, os outros irmãos ficaram com tanta raiva que começaram a tratá-lo com grosseria.

Gênesis 5-8

Para piorar, José contou aos irmãos um dos seus sonhos:

— Tive um sonho. Vou contar para vocês: sonhei que estávamos trabalhando no campo. Quando peguei um feixe de palha para os animais, o meu feixe ficou em pé e foi cercado pelos feixes de vocês, que se curvavam para o meu.

Furiosos, os irmãos afirmaram:

— Você está muito enganado! Não há nenhuma chance de você vir a ser o nosso chefe.

O ódio deles por José era cada vez mais intenso por causa dos sonhos que lhes contava.

Gênesis 9-11

José contou outro sonho aos irmãos:

— Sonhei que o sol, a lua e 11 estrelas se curvavam para mim.

Ouvindo esse sonho, o próprio Jacó o repreendeu:

— O que é isso, meu filho? Você deseja que eu, sua falecida mãe e os seus irmãos nos humilhemos para você? Pare com isso!

A inveja dos irmãos de José era clara, mas Jacó nada fez para evitar que as coisas piorassem.

Gênesis 12-14a

Num dia em que os filhos de Jacó conduziam o rebanho da família pelos pastos de Siquém, ele chamou José:

— Não sei como estão os seus irmãos. Eles foram cuidar do gado. Vá se encontrar com eles e me traga notícias.

Como José disse que estava pronto para partir, o pai o orientou:

— Vá agora! Veja se estão bem e volte para me dizer.

Gênesis 14b-17

Enviado por seu pai, José saiu de Hebrom em direção a Siquém (distantes quase 80 quilômetros uma da outra).

Na viagem, José não conseguiu localizar os seus irmãos até que um desconhecido o encontrou e lhe perguntou:

— O que você está fazendo por aqui sozinho, meu jovem?

José respondeu:

— Estou procurando os meus irmãos. Você sabe onde eles e os rebanhos estão?

O homem respondeu:

— Eles estavam aqui, mas foram embora. Eles disseram que iam para Dotã (100 km ao norte de Hebrom).

José não desistiu e acabou encontrando os irmãos em Dotã.

Gênesis 18-21

De longe, os seus irmãos o viram.

Antes que José chegasse, eles combinaram que iriam matá-lo. Um deles disse:

— O grande sonhador está chegando! Temos que dar um fim nele. Vamos pegá-lo, matá-lo e jogar o seu corpo em um buraco.

Outro acrescentou:

— Quando chegarmos em casa, diremos que um animal selvagem o pegou e devorou.

Outro debochou:

— Vamos ver se ele continuará tendo sonhos de grandeza!

Gênesis 22-24

Rúben, que era filho de Jacó com Lia, discordou:

— Não, não! Aí já é demais! Não vamos matá-lo!

Alguns protestaram, mas Rúben insistiu:

— Vamos fazer o seguinte: vamos jogar o garoto naquele poço que encontramos no deserto. Lá o deixaremos.

O objetivo de Rúben era salvar o irmão e levá-lo de volta para casa mais tarde.

Então, José chegou.

Seus irmãos o agarraram, tiraram o casaco chamativo que invejavam e o jogaram no poço, que estava seco.

Gênesis 25-28

Depois, foram comer a refeição que José lhes trouxe.

Logo após, uma caravana se aproximou. Eram os comerciantes ismaelitas, que viviam em Midiã, mas desciam de Gileade, região que produzia condimentos, remédios e perfumes muito apreciados. Seus camelos estavam carregados e seguiam para o Egito.

Judá, um dos irmãos, agiu rápido:

— Vamos pensar um pouco. O que ganharemos matando nosso irmão e escondendo o seu corpo? Nada! O melhor que fazemos é vendê-lo aos ismaelitas! Ele é nosso irmão. Somos do mesmo sangue. Não podemos matá-lo!

Todos concordaram. Rúben não estava presente nesse momento.

Assim, quando os comerciantes de Midiã passaram, os irmãos de José gritaram por eles, ofereceram o garoto, combinaram o preço (20 moedas de prata) e fecharam o negócio.

Os comerciantes continuaram a sua viagem, levando José para o Egito.

Gênesis 29-30

Quando Rúben chegou, olhou o poço e não viu José lá. Apavorado, rasgou as suas próprias roupas, em sinal de protesto. Ele voltou correndo para perto dos seus irmãos e gritou:

— Meu irmão não está no poço! O que foi que vocês fizeram? E eu: o que vou fazer agora?

Gênesis 31-34

Continuando com o plano, os filhos de Jacó pegaram o casaco de José, mataram um bode do rebanho e mancharam com sangue a roupa do rapaz.

Depois, por intermédio de um mensageiro, enviaram o casaco para o pai, com o seguinte recado:

"Seu filho desapareceu! Segue o que sobrou dele: o casaco colorido"

Jacó recebeu a roupa e lamentou:

— Este é o casaco de José! Certamente, ele foi devorado por alguma fera que o despedaçou.

Jacó rasgou as suas próprias roupas e, durante vários dias, vestiu uma roupa feita de pano de saco (que era uma demonstração de luto).

Gênesis 35

Sua família fez de tudo para o consolar, mas nenhuma palavra o animava.Ele dizia:

— Para mim, a vida acabou! Só me resta esperar minha própria morte.

Gênesis 36

Enquanto ele chorava, os ismaelitas de Midiã chegaram ao Egito, onde venderam José para o general Potifar, comandante da guarda do faraó.

(José estava com 17 anos.)