Primeira oração
Habacuque 1.1-4
Inspirado pelo Deus Eterno, eu atuei com seu porta-voz antes da conquista definitiva de Israel do Sul pela Babilônia em 587 a.C.
Comecei orando:
Até quando, ó Deus Eterno,
Não atenderás aos meus pedidos de ajuda? Até quando denunciarei a violência
E nada farás?
Por que a maldade impera? Por que a opressão toleras?
Por onde olho, vejo o caos Que a violência traz.
Tudo é motivo de briga.
Toda discórdia termina em processo nos tribunais.
Cada um só busca o seu interesse
E nos tribunais tudo se discute, mas não se faz justiça.
Na verdade, os perversos sufocam os que vivem corretamente E impedem que as causas sejam julgadas justamente.
A resposta divina #1
Habacuque 1.5-11
Eis a resposta que ouvi do Deus Eterno para mim e para o povo:
“Estudem a história mundial
E ficarão espantados e admirados.
Nesse momento, estou fazendo algo tão grande Que vocês não acreditariam,
Se alguém lhes contasse.
Em breve, enviarei contra vocês a Babilônia, Uma nação muito cruel.
Seus soldados aterrorizam os povos; Eles chegarão a Israel do Sul
E tomarão o que não lhes pertence. Eles são poderosos e impiedosos.
Onde chegam, impõem suas leis
E arrogantemente fazem o que querem. Seus cavalos de guerra são muito velozes, Mais velozes que os leopardos;
Seus combatentes são muito ferozes, Mais do que os lobos da noite.
Eles chegam em grande número
E são como os abutres quando atacam. O negócio deles é a violência,
E ninguém é capaz de os deter.
Onde chegam, fazem escravos aos milhares. Os governantes locais não conseguem resistir A todo o seu poder.
Os lugares onde as pessoas se abrigam São derrubados por eles facilmente.
Eles avançam pelas cidades E acampam onde querem. Esses homens indignos
Adoram ter o poder que têm”.
(Habacuque 3.14)
SEGUNDA ORAÇÃO
Habacuque 1.12-17
De novo, orei, perguntando:
“Ó Deus,
Tu não és o santo Deus Eterno
Que governas desde o início dos tempos? Vais permitir que acabem conosco?
Sei que escolheste a Babilônia Para aplicar a tua justiça.
Tu continuas sendo a nossa força E estás apenas nos corrigindo.
Sei quem és:
Tu és bondoso
E não permites que o mal impere Nem que a opressão aconteça.
Os babilônios estão indo longe demais, Além do que lhes pediste.
Por que deixas que esses perversos nos devorem, Se somos mais dignos que eles?
Tu estás nos tratando como peixes, Como se insetos fôssemos,
Sem que ninguém nos defenda.
Os inimigos nos pescam com seus anzóis, Enchem suas redes e nos arrastam.
Nossos adversários nos atacam E se alegram.
Eles ficam tão felizes
Que fazem cultos para adorar As redes com que nos pescam E se tornam mais ricos.
Comida não lhes falta.
Será que eles continuarão A nos pescar como peixes? Será que eles permanecerão
A nos tratar sem nenhuma compaixão?”.
