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Lamentações Capítulo 1

EU SOU UMA CIDADE TOTALMENTE DESERTA

Lamentações 1.1

Oh! Eu sou uma cidade totalmente deserta. Um dia apinhada de gente

E antes celebrada como grande nação, Experimento agora a mais dura solidão. Eu, que liderei as pessoas deste país, Agora, vivo como uma escrava infeliz.

Passamos a noite toda Chorando copiosamente.

Lamentações 1.2

Passamos a noite toda Chorando copiosamente.

As lágrimas descem pelos nossos rostos. Vertemos lágrimas muito amargas.

Aqueles que festejavam conosco Agora não nos vêm consolar.

Os que se diziam nossos amigos Se afastaram e agora nos odeiam.

Lamentações 1.3

A maior parte de nossa gente está no exílio, Sofrendo como escrava,

Trabalhando dia e noite sem descansar.

Os perseguidores vieram e nos alcançaram.

Os invasores nos afligiram com muitos sofrimentos.

Lamentações 1.4

Nossa cidade está de luto. Não tem ninguém nos cultos.

As portas do Templo estão fechadas. No seu interior, os pastores lamentam. As jovens perderam a esperança.

Não há, na verdade, esperança para ninguém.

Lamentações 1.5

Nossa cidade está nas mãos dos adversários, Que se enriquecem às suas custas.

Tudo acontece porque o Deus Eterno

Decidiu nos disciplinar por causa dos nossos pecados. Por isso, nossos filhos tiveram que ir para o exílio, Arrastados vergonhosamente pelos invasores.

Lamentações 1.6

Nossa cidade perdeu toda a sua beleza. Nossos políticos são como animais Que não têm o que comer.

Apesar da fome, tiveram que caminhar, Tangidos por seus agressores.

Lamentações 1.7

Estamos aflitos e vagando,

Sem saber para onde vamos,

Nós nos lembramos dos tempos antigos, Cheios de alegrias e vitórias,

Mas agora é tudo passado

E nos lembramos amargamente

Do dia em que fomos atacados pelos inimigos Sem que ninguém viesse nos socorrer.

Pelo contrário, os invasores debocharam de nós, Gargalhando, enquanto nos humilhavam.

Lamentações 1.8

E tudo porque pecamos, Gravemente pecamos, Repugnantemente pecamos. Aqueles que antes nos aplaudiam Agora simplesmente nos vaiam Porque viram a nossa fragilidade.

É tempo de gemermos, na aflição. É tempo de passarmos vergonha.

Lamentações 1.9a

Quando vergonhosamente pecamos, Não pensamos nas consequências, Embora fossem óbvias.

Por isso caímos espetacularmente

E agora não aparece ninguém para nos ajudar.

Lamentações 1.9b

Ó Deus Eterno, olha para a minha aflição.

Não permita que os meus adversários triunfem.

Lamentações 1.10

O adversário veio e roubou O que tínhamos de melhor.

O inimigo ousou entrar no nosso Templo, Coisa que tu mesmo proibiste

Aos que não creem.

Lamentações 1.11a

Todos gememos de fome Porque a comida acabou.

Trocamos nossos bens de valor Por comida que nos alimente E nos restaure as forças.

Lamentações 1.11b

Ó Deus Eterno, olha para mim. Veja como me desprezam.

Lamentações 1.12

Agora, eu grito para os que estão aqui por perto: Vocês não se importam com a minha aflição?

Prestem atenção e respondam:

Já viram dor igual à minha?

Já viram alguém sofrendo tanto assim Nas mãos pesadas do Deus Eterno?

Lamentações 1.13

De fato, o Deus Eterno enviou do céu Um fogo que me arrasou por inteiro.

Ele colocou uma armadilha que me pegou. Fiquei completamente transtornada, Sofrendo sem parar, noite e dia.

Lamentações 1.14

Com sua mão forte,

O Deus Eterno preparou uma corda Com os fios dos meus pecados.

E, agora, com ela, os opressores,

A serviço do Deus Eterno, me arrastam E não tenho mais forças para resistir.

Lamentações 1.15

Lembra-se daqueles homens fortes Que me protegiam?

O Deus Eterno os dispersou.

O Deus Eterno convocou um exército Não para me defender,

Mas para me atacar

E pisar sobre mim como uma uva Prensada no lagar.

Lamentações 1.16

É por isso que eu choro.

É por isso que me derramo em lágrimas. Procurei por alguém que me consolasse, Mas não encontrei ninguém.

Estou desolada

Porque nossos adversários me venceram.

Lamentações 1.17

Não adianta clamar:

Ninguém se importa conosco. Nossos vizinhos, antes amigos, Agora são nossos inimigos

A serviço do Deus Eterno.

Para eles, somos pessoas tão nojentas Que preferem ficar longe de nós.

Lamentações 1.18

Não reclamo do Deus Eterno Porque Ele está fazendo justiça. De fato, nós nos revoltamos

E escolhemos nossos próprios caminhos. Eu reclamo daqueles que podiam impedir Que nossos jovens fossem levados cativos.

Lamentações 1.19

Meus amigos de festas desapareceram. Meus pastores e líderes morreram Enquanto catavam comida para sobreviver.

Lamentações 1.20

Olha, ó Deus Eterno, para a minha aflição.

Reconheço que a minha angústia e o meu desespero Vieram porque eu me revoltei contra ti.

É por isso que estamos sendo esfaqueados na rua. Nossas casas não são seguras

E os cadáveres se avolumam por todos os lugares.

Lamentações 1.21

Por isso, choro, mas não há quem me escute.

Na verdade, os inimigos, que estavam a teu serviço,

Souberam do meu sofrimento e se divertiram a valer. Eu sei que, como prometeste,

O dia deles chegará também.

Lamentações 1.22

Não nego, ó Deus Eterno, o que fiz. Fica à vontade para me responsabilizar Porque foram muitos os meus pecados. Só tu poderás receber o meu choro

E acalmar o meu coração.