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Neemias Capítulo 2

RAZÃO DA TRISTEZA

Neemias 2.1-5

Quatro meses depois (em 445 a.C.), eu estava no meu turno de trabalho no palácio em Susã (Irã). Como parte das minhas atribuições, fui buscar o vinho na adega e o levei ao rei Artaxerxes I.

Eu estava muito triste, como nunca estivera antes, e o rei notou.

Ele me perguntou:

— Por que você está assim tão triste, se não está doente? O que está acontecendo com você?

Mesmo com muito medo do que poderia me acontecer, respondi:

— Viva o rei para sempre! Ó meu rei, como não ficar triste sabendo que a cidade da minha família está destruída e os seus portões viraram cinzas?

O rei me disse:

— Então, o que você quer?

Eu orei no meu íntimo e respondi:

— Obrigado, meu rei. O que eu desejo é que, por bondade, tu me envies a Judá, a cidade da minha família. Eu quero reconstruí-la.

VIAGEM APROVADA

Neemias 2.6-8

O rei, que estava com a rainha sentada ao seu lado, me perguntou:

— Você ficará ausente por quanto tempo? Quando retornará?

Marquei uma data, o rei concordou e aprovou minha viagem.

Eu pedi outra coisa ao rei:

— Se for da tua vontade, majestade, eu te peço que escrevas cartas de aprovação. Eu as apresentarei aos governadores que comandam as áreas que terei de atravessar rumo a Judá. Assim, eles autorizarão a minha passagem. Preciso também que me dês uma carta determinando que Asafe, comandante da guarda florestal, permita que eu retire a madeira necessária para preparar as vigas dos portões do Templo de Jerusalém, reconstruir a muralha da cidade e edificar a casa onde me hospedarei.

O rei me deu tudo o que eu pedi. Reconheço que isso aconteceu por causa da bondade de Deus comigo.

O INÍCIO DA OPOSIÇÃO

Neemias 2.9-10

Então, segui viagem. Em cada lugar, eu me dirigia ao governador local com uma carta assinada pelo rei.

Eu fui escoltado por alguns militares.

Assim mesmo, dois altos funcionários reais do governo da Pérsia não gostaram do que eu estava fazendo. Seus nomes eram: Sambalate, que era horonita, e Tobias, que era amonita. Eles ficaram indignados ao saberem que tinha alguém interessado no bem-estar dos israelitas.

A CHEGADA A JERUSALÉM

Neemias 2.11-15

Por fim, cheguei a Jerusalém.

Depois de descansar por três dias, saí discretamente à noite, contando com alguns poucos colaboradores, para visitar a cidade.

Ninguém sabia o que eu estava fazendo porque não contei a ninguém o que o meu Deus tinha posto no meu coração para fazer em Jerusalém. Não levei nenhuma carga. Éramos só eu e meu animal.

Saí pelo portão do Vale, em direção à Fonte do Dragão e ao portão do Monturo. Inspecionei a muralha da cidade, toda em ruínas e sem portões, que tinham virado cinzas. Cheguei ao portão da Fonte e ao Tanque do Rei, mas não consegui passar com o meu animal, tanto era o entulho.

Por fim, ainda de noite, fiz o mesmo caminho de volta para inspecionar a muralha. Entrei pelo portão do Vale e cheguei em casa.

ANIMADOS PARA A CONSTRUÇÃO

Neemias 2.16-18

As autoridades locais não sabiam onde eu tinha ido nem o que tinha feito. Eu ainda não os informara, nem a eles, nem aos líderes das famílias, nem aos sacerdotes, nem aos políticos e nem aos que iriam administrar a obra.

Convoquei, então, uma reunião com todos eles e lhes disse:

— Vocês estão vendo a miséria em que estamos. Jerusalém está em ruínas e os seus portões foram destruídos pelo fogo. Chegou a hora de agirmos; juntos, vamos reconstruir a muralha da cidade e encerrar a nossa vergonha.

Eu também lhes contei como o bom Deus me abençoara e informei que tinha aprovação do rei Artaxerxes I para liderar a reconstrução.

Eles responderam, animados:

— Sim, vamos começar a reconstrução.

E assim nos dispusemos a começar a obra…

SUSPEITAS

Neemias 2.19-20

No entanto, quando Sambalate, o horonita, Tobias, o amonita, e Gesém, o árabe, ficaram sabendo do que estava acontecendo, eles lançaram suspeitas contra nós:

— Vejam bem o que estão fazendo. Isso é rebeldia contra o rei Artaxerxes I.

Eu lhes respondi:

— É o Deus dos céus quem nos dará a vitória. Nós vamos começar a obra. Vocês não fazem parte desta história e não podem interferir no que estamos fazendo. Estamos no nosso direito.