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Neemias Capítulo 4

A REVOLTA DE SAMBALATE

Neemias 4.1-3

Quando soube que a muralha estava sendo realmente levantada, Sambalate ficou indignado, com raiva mesmo, e começou a debochar dos judeus empenhados na obra

Ele reuniu sua gente, convocou as forças militares da Samaria e fez seu discurso:

  • "Vocês estão vendo o que esses judeus ridículos estão fazendo?

  • Não vão reagir? Vão deixar que continuem no seu trabalho? Vamos agir!

  • Não tenhamos medo deles.

  • Para nada servirão os sacrifícios que eles oferecem no Templo.

  • Eles pensam que restaurar a muralha é uma coisa fácil. Não! Não é!

  • As pedras queimadas, que eles estão pegando no entulho, não servem para nada".

Ao seu lado, o amonita Tobias também fez seu discurso:

  • "Digo mais:

  • Mesmo que consigam reconstruir a muralha, ela será tão frágil que uma simples raposa a derrubará."

SEGUNDA ORAÇÃO DE NEEMIAS

Neemias 4.4-6

Então, orei assim:

  • "Ó nosso Deus, vê como estamos sendo ridicularizados.

  • Nós te pedimos que intervenhas e lhes devolvas o mal que nos desejam.

  • Manda essa gente para o exílio.

  • Considera o que tem planejado.

  • O que estão querendo fazer é pecado.

  • Castiga essa gente, pois não foi apenas contra os construtores que falaram; eles falaram contra ti.".

E continuamos a reconstrução. Com os trabalhadores muito animados, a obra ficou parcialmente pronta, chegando à metade da altura prevista.

Neemias 4.7-9

Já começávamos a fechar as brechas da muralha, quando Sambalate e Tobias, e com eles os árabes, os amonitas e os asdoditas, apareceram indignados porque as coisas iam bem.

Eles se uniram para atacar Jerusalém e provocar uma grande confusão na cidade. Nós, porém, oramos, ao mesmo tempo em que nos defendemos, pondo guardas em toda a cidade.

UMA DIFICULDADE INTERNA

Neemias 4.10-12

Internamente, enfrentamos uma dificuldade. Alguns que estavam na obra começaram a reclamar:

— Os serventes não aguentam mais. É muito escombro para ser carregado. Não vamos conseguir terminar a reconstrução da muralha.

Externamente, os inimigos fizeram um plano:

— Vamos nos misturar aos operários sem que nos vejam. Na hora certa, atacamos e os matamos. Sem gente, a obra vai parar.

O medo tomou conta de muita gente:

— Nossos adversários são muitos. Eles virão de todos os lados para nos atacar.

ORGANIZANDO O POVO PARA A LUTA

Neemias 4.13-15

Diante disso, tomei uma decisão: organizei os moradores por famílias, posicionei-os nos lugares mais vulneráveis da muralha. Eles estavam armados com espadas, lanças e arcos de flecha. Depois de fazer uma inspeção geral, eu disse aos líderes e ao povo em geral:

“Não tenham medo dos nossos adversários. Fixem seus olhos no Deus Eterno, que é muito poderoso, e lutem por suas famílias porque seus irmãos, seus filhos, suas filhas e suas mulheres dependem de vocês”.

Vendo o que estávamos fazendo, nossos inimigos perceberam que Deus tinha frustrado os planos deles contra nós. Com isso, voltamos todos para a reconstrução da muralha, cada um no seu trecho.

ORANDO E VIGIANDO

Neemias 4.16-18

A partir daquele dia, passamos a trabalhar assim: metade dos homens trabalhava na reconstrução da muralha e a outra metade ficava vigiando a obra, armados com lanças, escudos e couraças. Todo o trabalho era supervisionado por líderes.

Os serventes, que transportavam o material, também estavam armados; eles seguravam suas ferramentas com uma das mãos e com a outra empunhavam suas armas. O mesmo acontecia com os pedreiros, que mantinham uma espada na cintura. Eu liderava toda a obra.

O PAPEL DA MÚSICA

Neemias 4.19-21

Num certo dia, o músico que tocava o trompete estava ao meu lado. Reunidos os líderes, eu lhes disse:

  • "Nossa obra é muito grande e temos ainda muita coisa para fazer.

  • Como estamos espalhados ao longo da muralha, somos vulneráveis.

  • Por isso, quando ouvirem o toque do trompete, corram para cá.

  • O nosso Deus lutará por nós".

E continuamos nosso trabalho. Metade construía e metade nos defendia. Começávamos cedo e só parávamos à noite.

SEMPRE ARMADOS

Neemias 4.22-23

Por essa época, passei outra instrução:

  • "Ninguém deve ir para casa à noite.

  • Todos devem ficar perto da muralha.

  • Formem duplas: enquanto um trabalha, o outro vigia".

Por isso, nem eu, nem meus irmãos, nem minha equipe tirávamos nossas roupas, nem mesmo para dormir.

De noite, nós nos deitávamos tendo nossas armas ao lado.