Menu

Você está em:

Números Capítulo 11

A viagem pelos desertos

(Números 11 a 21 são capítulos que narram os 40 anos de peregrinação e rebelião pelos desertos, antes da chegada a Canaã.)

a reclamação do povo

Números 1-9

Em determinado momento da jornada pelos desertos, o povo passou a reclamar das suas dificuldades ao Deus Eterno.

O Deus Eterno ficou indignado e provocou um incêndio que consumiu os arredores da localidade em que estavam.

O povo pediu a ajuda de Moisés, que orou ao Deus Eterno. O Deus Eterno atendeu ao pedido e o fogo se apagou.

O lugar onde estavam ficou conhecido como Taberá (“labareda”, em hebraico) porque o fogo foi enviado contra o acampamento.

Entre os que reclamaram, estavam também os estrangeiros residentes que tinham se juntado ao povo de Israel desde a saída do Egito. Eles e os israelitas passaram a se lamentar:

— Quando é que teremos carne para comer? No Egito, comíamos peixe de graça. Que saudade dos pepinos, dos melões, dos alhos-porós, das cebolas e dos alhos que tínhamos à vontade! Aqui, neste deserto, perdemos o prazer de comer, uma vez que só temos maná para comer!

O maná que o povo comia se parecia com uma semente de coentro; era insosso como uma resina.

O povo saía das tendas e recolhia o maná, que era moído ou socado em pilões. Depois de recolhê-lo, o povo o cozinhava e fazia bolos, que tinham o gosto de massa assada com azeite.

O maná caía durante a noite, como se fosse o orvalho.

Números 10-15

As famílias dos queixosos foram para reclamar na frente da tenda de Moisés.

O Deus Eterno ficou muito indignado com essa atitude. Moisés também não gostou do que estava acontecendo.

Moisés, então, orou ao Deus Eterno:

“Por que estás fazendo isso comigo?

O que fiz para merecer o castigo de liderar esse povo?

Eu não sou o pai dessa gente.

Esse povo não nasceu de mim.

E ainda queres que eu o carregue no colo,

Como faz uma enfermeira com um bebê,

Até que chegue à terra que lhe foi prometida

Há muito tempo?

Onde eu poderia encontrar carne para essa multidão?

É só isso que sabem pedir:

‘Queremos carne para comer!’

Eu não dou conta desse povo.

Liderá-lo é coisa pesada demais para mim.

Prefiro que me mates agora.

Se, de fato, tu me amas,

Mate-me já, por favor,

Para que eu pare de sofrer!”

Números 16-25

O Deus Eterno respondeu a Moisés:

“Escolha 70 líderes experientes, cuja competência você conhece; traga-os com você para conversar comigo na entrada do Tabernáculo.

Eu descerei e conversarei com você.

Depois, porei sobre os 70 escolhidos o mesmo Espírito Santo que lhe concedi para que sejam capacitados a liderar também. Assim, você não terá que resolver sozinho todas as questões.

Peça aos israelitas:

‘Estejam puros amanhã porque vocês comerão a carne que tanto desejam quando reclamam:

— Quem nos dará carne para comer como tínhamos no Egito, onde nossa vida era melhor?’

Amanhã, eu lhes darei muita carne para que comam. Vocês não vão comer carne nem durante o dia nem durante dois, cinco, dez ou 20 dias apenas. Vocês vão comer carne durante um mês inteiro, até se empanturrarem. Vocês vão passar mal de tanto comerem. Tudo vai acontecer porque vocês me rejeitaram. Eu habito entre vocês, mas vocês continuam reclamando e perguntando:

— Por que fomos tirados do Egito?”

Moisés, porém, respondeu ao Deus Eterno:

“Estou liderando 600.000 homens e tu dizes: ‘eu darei tanta carne aos israelitas que eles comerão durante um mês inteiro’. Ora, quantas cabeças de ovelhas e de vacas teríamos que abater para alimentar tanta gente? Não teríamos que pescar todos os peixes do mar para que ficassem satisfeitos?”

O Deus Eterno respondeu a Moisés:

“Ninguém pode limitar o meu poder.

Você vai ver que a minha palavra sempre se cumpre.

Não duvide!”

Moisés saiu do seu encontro com o Deus Eterno e contou o que ouviu.

Depois, reuniu os 70 líderes na entrada do Tabernáculo.

O Deus Eterno desceu na nuvem, falou com Moisés e transferiu aos 70 líderes parte do Espírito Santo que estava sobre Moisés. Quando o Espírito Santo repousou sobre eles, os líderes passaram a falar de um modo profundamente espiritual, em uma experiência única, que nunca mais se repetiu”.

Números 26-30

Dois homens (Eldade e Medade) não foram à reunião à entrada do Tabernáculo, mas ficaram nos arredores.

O Espírito Santo repousou sobre eles também, uma vez que estavam selecionados entre os 70 para participar, mas não compareceram. Os dois também passaram a falar de modo profundamente espiritual.

Vendo aquilo, um rapaz foi correndo avisar Moisés:

— Mestre, Eldade e Medade estão pregando no acampamento.

Josué de Num, que era um dos assistentes preferidos de Moisés, disse:

— Comandante, mande que eles parem com isso!

Moisés, no entanto, respondeu a Josué:

— Você está com ciúme? Eu estou feliz com isso. Eu gostaria que todo o povo de Deus falasse de modo inspirado, por terem recebido dele o seu Espírito Santo!

Depois de tudo, Moisés se retirou e foi para casa. Os demais líderes fizeram o mesmo.

Números 31-35

Um vento, enviado pelo Deus Eterno, soprou e trouxe codornizes do mar. As codornizes se espalharam por todos os lados, em um raio de 40 quilômetros. Elas voavam em média a 1 metro de altura.

Durante o dia inteiro e na manhã seguinte, o povo saiu às pressas das suas tendas e recolheu as codornizes. Todos recolheram pelo menos dez cestos grandes, muito mais do que podiam comer. Recolheram tantas codornizes que tiveram que estendê-las para secar no acampamento.

Os israelitas comiam com tanta fúria que mal conseguiam mastigar.

Por isso, o Deus Eterno ficou indignado com eles e os puniu com uma terrível doença. O lugar onde estavam ficou conhecido como “Túmulo do Desejo” (“Quibrote-Hataavá”, em hebraico). Os que morreram na epidemia foram sepultados nesse lugar.

Depois, o povo partiu e acampou em Hazerote.