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Números Capítulo 22

A história de Balaão

(Números 22 a 25)

A história de balaão (parte 1)

Números 1-20

Os israelitas continuaram sua jornada e acamparam nas campinas de Moabe, no lado leste do rio Jordão. (Do outro lado ficava Jericó.)

O rei de Moabe se chamava Balaque.

Ele sabia das vitórias dos israelitas sobre os amoritas.

Por isso, ele e seu povo estavam com muito medo dos israelitas, que avançavam em grande número.

Os moabitas procuraram os seus aliados, os midianitas, e compartilharam seu medo:

— Certamente, os israelitas virão para cima de nós e vão devorar tudo, como faz o rebanho com o pasto.

(Por essa época, Balaque de Zipor era o rei de Moabe.)

Balaque enviou emissários ao encontro de Balaão de Beor.

Balaão morava em Petor, uma cidade às margens do rio Eufrates. Balaque determinou que alguns emissários levassem a seguinte mensagem pessoal a Balaão:

— Mestre, aquele povo numeroso que saiu do Egito está agora perto de mim. Preciso que você venha em meu socorro e amaldiçoe esse povo. Ele é mais poderoso que eu, mas, se você o amaldiçoar, talvez eu consiga atacá-lo e obrigá-lo a sair de Moabe. Sei que quem você abençoa é abençoado e quem você amaldiçoa é amaldiçoado.

Os emissários, que eram líderes entre os moabitas e midianitas, receberam o dinheiro para pagar pelo trabalho de Balaão e partiram.

Quando encontraram Balaão, eles transmitiram a mensagem de Balaque.

Balaão respondeu:

— Passem a noite aqui. Eu vou orar ao Deus Eterno e amanhã darei a minha resposta.

Os emissários ficaram hospedados com Balaão.

Durante a noite, Deus veio ao encontro de Balaão, em uma visão, e lhe perguntou:

— Quem são estes homens que estão na sua casa?

Balaão respondeu:

— Estes homens foram enviados por Balaque de Zipor, o rei dos moabitas, para me trazer a seguinte mensagem: “O povo numeroso que saiu do Egito está perto de mim. Preciso que você venha em meu socorro e o amaldiçoe. Ele é mais poderoso que eu, mas, se você o amaldiçoar, terei chance de atacá-lo e forçá-lo a fugir. Afinal, quem você abençoa é abençoado e quem você amaldiçoa é amaldiçoado”.

Deus disse a Balaão:

— Não acompanhe estes homens nem amaldiçoe o povo de Israel, que é um povo abençoado.

Quando se levantou, pela manhã, Balaão disse aos emissários de Balaque:

— Voltem sem mim para Moabe; o Deus Eterno não me deu permissão para acompanhá-los.

Os emissários foram embora e disseram a Balaque:

— Balaão se recusou a vir em nossa companhia.

Balaque enviou outra delegação maior e com funcionários mais graduados.

Quando se encontraram com Balaão, os novos emissários lhe disseram:

— A mensagem de Balaque de Zipor é agora a seguinte: “Mestre, peço-lhe que venha sem demora a Moabe. Quando você chegar, farei com que fique rico. Eu farei o que você mandar. Por favor, venha e amaldiçoe o povo de Israel”.

Balaão respondeu aos emissários de Balaque nos seguintes termos:

— Eu só posso fazer o que o Deus Eterno, o meu Deus, me manda fazer. Não adianta Balaque me oferecer todo o dinheiro que tiver para eu fazer o que ele quer. Eu nada faço sem orar ao meu Deus. É assim que eu trabalho. Então, passem a noite na minha casa porque eu vou procurar saber o que o Deus Eterno vai me dizer.

Durante a noite, o Deus Eterno veio ao encontro de Balaão, em uma visão, e lhe disse:

— Já que os homens insistem, levante-se e viaje com eles. No entanto, você só fará o que eu lhe mandar.

Números 21-41

Na manhã seguinte, Balaão montou em sua jumenta e seguiu com os emissários moabitas.

No entanto, no meio do caminho, Deus ficou indignado com Balaão e enviou um anjo para perturbar a sua viagem, feita sob o lombo de uma jumenta. Dois assessores seguiam com Balaão.

A jumenta viu o anjo do Deus Eterno com uma espada na mão bloqueando a estrada. Por isso, a jumenta saiu da estrada, seguindo pelo meio do mato. Balaão bateu nela para que voltasse à estrada.

Mais adiante, o anjo do Deus Eterno bloqueou novamente a estrada, que passava apertada entre duas fazendas, separadas por um muro.

Quando viu o anjo, a jumenta se encostou no muro e espremeu o pé de Balaão contra o muro. Por isso, ele novamente a espancou.

O anjo do Deus Eterno caminhou um pouco mais e ficou em um lugar estreito demais, sem espaço para a jumenta passar.

Quando viu o anjo, a jumenta se deitou, ainda com Balaão montado.

Profundamente irritado, Balaão teve um ataque de raiva e espancou a jumenta com uma vara.

O anjo deu à jumenta a capacidade de falar e ela perguntou a Balaão:

— Mestre, o que foi que eu lhe fiz para você me espancar três vezes?

Balaão respondeu:

— Bati em você porque você me fez de bobo. Se eu estivesse com uma espada, teria matado você!

A jumenta retrucou:

— Ao longo da sua vida, tenho carregado você. Alguma vez eu fiz uma coisa dessas?

Balaão respondeu:

— Não!

Nesse momento, o Deus Eterno fez Balaão enxergar o anjo que bloqueava a estrada e tinha uma espada na mão.

Imediatamente, Balaão se curvou até tocar o chão.

O anjo do Deus Eterno lhe perguntou:

— Balaão, por que você espancou três vezes a sua jumenta? Eu saí para me opor ao seu caminho. Por que você está agindo de modo perverso? A jumenta me viu e três vezes se desviou de mim. Se ela não tivesse se desviado, eu teria matado você, mas poupado a vida dela.

Balaão disse ao anjo:

— Eu pequei! Eu não sabia que estavas na estrada como meu adversário. Se me disseres para não continuar a viagem, eu não continuarei e voltarei para casa.

O anjo, porém, respondeu:

— Siga com os emissários moabitas, mas fale apenas o que eu lhe mandar. Balaão, então, prosseguiu na viagem, na companhia dos emissários do rei Balaque.

Quando soube que Balaão havia chegado, Balaque foi ao seu encontro na cidade de Ir-Moabe, que ficava às margens do rio Arnom, na fronteira do país. O rei logo o questionou:

— Quando eu lhe mandei os primeiros emissários, por que você não veio? Você duvidou que eu o deixaria rico?

Balaão respondeu:

— O que importa é que agora estou aqui. Quero que você saiba, porém, que não estou livre para falar. Eu só posso falar o que o Deus Eterno me mandar.

Em seguida, Balaão acompanhou Balaque até Quiriate-Huzote.

Nessa localidade, Balaque sacrificou bois e ovelhas, separando uma parte da carne para Balaão e a sua comitiva.

Na manhã seguinte, Balaque convidou Balaão para seguir com ele e foram até Bamote-Baal, na fronteira com Israel.

A partir dessa localidade, Balaão podia ver uma parte do território de Israel.