A história de balaão (parte 2)
Números 1-12
Balaão instruiu o rei Balaque nos seguintes termos:
— Constrói para mim, aqui em Bamote-Baal, sete altares e prepara sete novilhos e sete carneiros.
Balaque atendeu ao pedido.
Os dois sacrificaram sobre cada altar um novilho e um carneiro.
Balaão pediu a Balaque:
— Fica aqui perto dos altares porque vou ali e volto. Espero que o Deus Eterno venha ao meu encontro. Eu te transmitirei o que Ele me disser.
Balaão subiu ao topo de um monte desértico, onde Deus o encontrou. Balaão lhe disse:
— Preparei os sete altares e sacrifiquei um novilho e um carneiro sobre cada um deles, como determinaste.
O Deus Eterno deu a Balaão a mensagem que deveria dizer a Balaque:
— Agora, vá e diga a Balaque o que eu lhe disse.
Quando Balaão se reencontrou com Balaque, o rei estava no mesmo lugar, acompanhado dos líderes moabitas.
Balaão lhe disse:
"Estando eu em Arã,
Balaque me convocou.
O rei de Moabe me chamou
Estando eu nos montes do leste.
Ele pediu:
Venha ao meu encontro
E amaldiçoe o povo de Israel;
Venha ao meu encontro
E diga que Israel está errado.
Como posso amaldiçoar
Aqueles a quem Deus não amaldiçoou?
Como vou acusar
Aqueles a quem Deus não acusou?
Aqui, do alto onde estou,
Vejo que os israelitas seguem sozinhos,
Ignorados pelas demais nações.
São muitos, como o pó da terra.
Quem os pode contar?
Quem os pode enumerar?
Como eles vivem é que quero viver!
Na companhia deles é que quero morrer".
Balaque reagiu, irritado:
— Veja o que você fez! Chamei você para amaldiçoar os meus inimigos, mas você simplesmente os abençoou!
Balaão respondeu:
— Tu achas que eu deveria dizer uma coisa diferente do que o Deus Eterno me mandou falar?
Números 13-30
Balaque disse a Balaão:
— Venha comigo a outro lugar de onde você possa ver os israelitas. Na verdade, você vai ver parte do povo, mas não todo o povo. Então, de onde você estiver, você vai amaldiçoá-lo.
Balaque levou Balaão até o descampado de Zofim, no topo do monte Nebo. Novamente, o rei construiu sete altares e ofereceu um novilho e um carneiro sobre cada um deles.
Balaão disse ao rei:
— Fica aqui perto dos altares porque eu vou me retirar para encontrar com o Deus Eterno.
O Deus Eterno veio até Balaão e lhe disse as palavras que deveria proferir. Em seguida, instruiu o profeta assim:
— Volte ao encontro de Balaque e fale o que eu lhe disse.
Balaão retornou e se encontrou com Balaque, que ainda o esperava perto dos altares, na companhia dos líderes moabitas. O rei perguntou:
— O que o Deus Eterno lhe falou?
Balaão transmitiu a seguinte mensagem:
"Balaque, levanta-te para ouvir;
Escuta-me, tu que és natural de Zipor:
‘Deus não é mentiroso,
Como os seres humanos.
Deus não é um homem
Que muda de ideia.
Tu achas que, tendo feito uma promessa,
Deus não a realizará?
Tu achas que o que Ele disse não acontecerá?
Eu recebi uma ordem para abençoar.
Deus abençoa e isto eu não posso mudar.
Nenhum mal para o povo de Israel Ele antevê,
Nenhuma tragédia para os israelitas Ele prevê.
O Deus Eterno está com eles, que o amam.
Todos os dias eles o aclamam.
Deus os tirou do Egito.
Eles são fortes como os bois bravos.
Não adianta fazer contra eles algum feitiço
Nem lhes rogar alguma maldição.
Temos que reconhecer:
Deus tem feito muitas coisas por esse povo,
Que está sempre alerta diante dos perigos
E sempre pronto para lutar e vencer’".
Balaque pediu a Balaão:
— Tudo bem que você não amaldiçoe o povo de Israel, desde que não o abençoe.
Balaão, no entanto, respondeu:
— Majestade, eu não tinha te dito que só falaria o que o Deus Eterno mandasse?
Balaque insistiu:
— Balaão, venha, por favor! Vou levar você para outro lugar. Talvez, Deus decida amaldiçoar o povo de Israel para mim de lá.
O rei levou Balaão até o pico do monte Pior, de onde se avista o deserto de Jesimom.
Balaão disse:
— Majestade, constrói aqui sete altares e prepara sete novilhos e sete carneiros para mim.
Balaque atendeu o pedido e sacrificou um novilho e um carneiro sobre cada altar.
