As cidades dos levitas
Números 1-8
Quando os israelitas estavam perto de Jericó, na margem leste do rio Jordão, nas campinas de Moabe, o Deus Eterno instruiu Moisés sobre as cidades dos levitas:
Os levitas receberão cidades para morar, cidades que tenham campos de pastagem em volta.
Eles morarão nas cidades e usarão os campos em volta para os seus rebanhos.
Esses campos se estenderão por 450 metros a partir da muralha de cada cidade, que ficará no centro. Assim, cada campo de pastagem para os animais dos levitas, em um total de quatro em cada cidade, terá 900 metros de extensão.
Das cidades destinadas aos levitas, seis servirão como cidades- santuário, nas quais vocês abrigarão os homicidas culposos (enquanto aguardam os julgamentos).
Além dessas seis, vocês separarão 42 cidades para os levitas, com os respectivos campos de pastagem. Elas serão retiradas das heranças recebidas pelas tribos. Cada uma contribuirá proporcionalmente ao seu tamanho; se for grande, separará muitas cidades; se for pequena, poucas cidades.
As cidades-santuário
Números 9-15
Quando entrarem na terra de Canaã, separem seis cidades-santuário, para que vocês abriguem nelas os homicidas que matarem alguém acidentalmente.
Nessas cidades, esses homicidas culposos (que não tiveram intenção de matar) aguardarão o julgamento.
Serão seis as cidades-santuário. Três fi carão no lado leste do rio Jordão e três em Canaã propriamente dita.
Os israelitas e estrangeiros residentes que matarem alguém culposamente ficarão refugiados nessas cidades até que sejam julgados.
Números 16-21
As cidades-santuário não são para os homicidas que agiram dolosamente, mas para os que agiram culposamente (sem intenção de matar).
Quem ferir letalmente uma pessoa com uma faca cometeu um claro homicídio e pagará com a vida.
Quem ferir letalmente uma pessoa a pedradas cometeu um claro homicídio e pagará com a vida.
Quem ferir letalmente uma pessoa com porretes de madeira cometeu um claro homicídio e pagará com a vida.
Nesses casos, o parente mais próximo da vítima tem o direito de matar o assassino.
É homicida quem empurrar um inimigo com raiva e premeditadamente atingi-lo com algum objeto ou bater nele até a morte. Nesses casos também, o parente mais próximo da vítima tem o direito de matar o homicida.
Números 22-34
Se, diferentemente, sem nenhuma intenção criminosa, alguém empurrar uma pessoa de quem não seja inimiga, jogar acidentalmente contra ela algum objeto ou deixar cair sobre ela alguma pedra grande e essa pessoa morrer, o acusado e o parente da vítima serão julgados. Caberá à comunidade proteger o homicida culposo (que não teve a intenção de matar), evitando que o parente mais próximo execute um inocente. Para tanto, o homicida culposo deverá ser levado de volta à cidade-santuário em que estava e lá permanecerá até o dia em que morrer o sumo sacerdote da época em que o crime foi cometido.
Se o homicida que estiver refugiado na cidade-santuário deixar os limites da cidade e for encontrado e morto pelo parente mais próximo da sua vítima, o parente não será considerado culpado.
É obrigação do homicida culposo permanecer na cidade-santuário até a morte do sumo sacerdote da época em que o crime ocorreu.
Depois desse período, o homicida culposo poderá voltar e retomar a posse da sua propriedade.
Essas leis terão validade permanente com abrangência nacional.
Quem matar alguém será morto, se houver testemunhas.
No entanto, ninguém será morto com base no testemunho de apenas uma pessoa.
O homicida que for julgado e condenado pelo tribunal deverá pagar com a vida. Nenhum dinheiro será aceito para substituir a sua pena de morte.
O homicida culposo, que estiver na cidade-santuário, deverá ficar lá até que o sacerdote da época do crime morra. Seu tempo lá não pode ser abreviado com o pagamento de alguma indenização.
O Deus Eterno concluiu seu Ensino:
“Fiquem longe da violência! O sangue de um homicídio contamina a terra.
Quem derramar sangue, matando alguém, pagará com o seu próprio sangue.
Não contaminem com a violência a terra em que moram, porque eu, o Deus Eterno, também moro nela com vocês”.
