Cinco mulheres em busca dos seus direitos (parte 2)
Números 1-12
Os líderes dos clãs de Gileade e Maquir, que eram da tribo de Manassés, um dos filhos de José, apresentaram uma petição a Moisés:
“Sabemos que, orientado pelo Deus Eterno, distribuíste a terra por meio de sorteio, para que fosse justa a distribuição. Sabemos também que, do mesmo modo, determinaste que a herança do nosso compatriota Zelofeade ficasse para as fi lhas dele.
Há, no entanto, um problema que te apresentamos: se elas se casarem com jovens de outras tribos, os bens delas serão tirados da nossa tribo e dados às tribos dos seus maridos. Desse modo, perderemos parte do nosso território, que recebemos por sorteio.
Quando chegar o Ano do Jubileu, os bens delas serão entregues às tribos dos maridos com que se casarem e tiradas da tribo a que pertencemos”.
Tendo ouvido a petição apresentada, Moisés instruiu o povo nos seguintes termos, como o Deus Eterno havia orientado:
“O pedido dos descendentes de José é justo.
A ordem divina sobre esse assunto é a seguinte:
As fi lhas de Zelofeade podem se casar com quem quiserem, desde que sejam jovens da sua própria tribo. Desse modo, a terra de uma tribo não passará para outra. A terra de uma tribo não pode passar para outra.
Toda mulher que tiver uma propriedade deverá se casar com alguém da sua própria tribo. Assim, nenhuma terra passará de uma tribo para outra. As terras de cada tribo deverão permanecer com as tribos que as receberam”.
As fi lhas de Zelofeade concordaram com o que Deus Eterno ordenou por intermédio de Moisés e se casaram com os filhos dos seus tios paternos. Macla, Tirza, Hogla, Milca e Noa se casaram com descendentes de Manassés, fi lho de José.
Desse modo, as propriedades delas permaneceram na tribo do seu pai.
Epílogo
Números 13
As instruções e as decisões apresentadas neste livro vieram do Deus Eterno por intermédio de Moisés, quando os israelitas estavam perto de Jericó, do outro lado do rio Jordão, acampados nas campinas de Moabe.
