CONSPIRAÇÃO CONTRA DANIEL
Daniel 6.1-9
Logo no início da sua gestão, em 539 a.C., o governador Dario, que era chamado de rei, fez uma reforma administrativa e escolheu 120 governadores.
Ele escolheu também três gestores para supervisionar o trabalho dos governadores e evitar qualquer prejuízo para o império. Daniel era um desses gestores, a quem os governadores se reportavam.
Daniel se destacou muito porque era extremamente competente. Dario cogitava nomeá-lo como primeiro-ministro.
O prestígio de Daniel deixou os governadores e os outros dois gestores com inveja. Então, para afastar Daniel, eles tentaram encontrar alguma falha para acusá-lo. Nada encontraram. Ele era honesto e fiel, sem falhas.
Eles chegaram a uma conclusão:
“Não adianta procurar alguma falha moral na administração dos negócios do império. Nossa única chance é encontrar alguma falha religiosa nele. Vamos ver se a religião que segue interfere na vida dele aqui”.
Eles se reuniram e conceberam um plano. Depois, foram falar com Dario: “Viva o rei para sempre!
Eles se reuniram e conceberam um plano. Depois, foram falar com Dario: “Viva o rei para sempre! Viemos aqui porque fizemos uma reunião e todos estão de acordo com a sugestão que vamos te apresentar. Os governadores, os prefeitos, os conselheiros e todos os demais encarregados da administração do teu império concordam que deves baixar o seguinte decreto:
‘Fica terminantemente proibida, durante 30 dias, qualquer oração dirigida a um deus ou a um homem que não seja o rei Dario. Quem desobedecer ao decreto será lançado na cova dos leões para morrer’.
Majestade, esperamos que concordes e assine o decreto, que, segundo a nossa tradição e legislação, não pode ser revogado”.
O rei concordou e assinou o decreto. (
UM DECRETO QUE TEM QUE SER CUMPRIDO
Daniel 6.10-15
Ao tomar conhecimento do decreto, Daniel voltou para casa e entrou no seu quarto no andar de cima. As janelas ficavam abertas na direção de Jerusalém.
Era seu costume diário orar de joelhos para agradecer a Deus. Ele fazia isso três vezes por dia.
Os homens que estavam contra Daniel foram até a casa dele para vigiá-lo. Daniel estava orando e eles viram.
Então, voltaram ao palácio do rei Dario e disseram:
Majestade, tu assinaste um decreto válido por 30 dias proibindo toda e qualquer oração a um deus ou a algum outro homem que não fosse o rei. Tu determinaste que o desobediente seja jogado na cova dos leões para morrer.
O rei respondeu:
Sim! Assinei um decreto nesse sentido e ele está valendo. Como todas as leis dos medos e persas, essa também não pode ser revogada.
Eles, então, disseram ao rei:
Temos um problema: Daniel, o exilado de Israel do Sul, está debochando do rei e do teu decreto. Ele faz orações três vezes por dia ao seu deus.
O rei ficou muito triste com a denúncia e decidiu fazer algo para que Daniel não fosse condenado. Ele fez tudo o que estava ao seu alcance, mas o dia terminou sem que ele conseguisse uma saída dentro da lei.
Os adversários de Daniel voltaram ao rei e lhe disseram:
Majestade, tu assinaste um decreto que, segundo os nossos costumes legais, não pode ser revogado
O DEUS ETERNO QUE FECHA BOCAS DE LEÕES
Daniel 6.16-24
Dario determinou que Daniel fosse preso e lançado na cova dos leões. Antes, porém, o rei lhe disse:
Espero que o seu deus, a quem você ama com tanta dedicação, venha livrá-lo.
Daniel foi lançado na cova, que foi fechada com uma pedra. O próprio rei carimbou a pedra, usando o seu próprio carimbo bem como os carimbos dos principais líderes do governo. Nada podia, portanto, ser alterado.
Depois disso, o rei voltou para o palácio.
Ele não comeu e não permitiu que a orquestra o relaxasse com alguma música. Dario não conseguiu dormir naquela noite.
Quando amanheceu, Dario foi correndo até a cova dos leões.
Ele se aproximou da entrada da cova e chamou Daniel. A sua voz era de tristeza, quando disse:
Daniel, será que o deus a quem você tanto ama conseguiu livrá-lo dos leões? Daniel respondeu:
iva o rei para sempre! O meu Deus enviou o anjo dele e fechou a boca dos leões. Por isso, eles não me atacaram. Deus viu que eu era inocente. Não pequei nem contra Ele nem contra o meu rei
Com muita alegria, o rei determinou que Daniel fosse tirado da cova dos leões. Quando ele saiu, todos viram que não tinha uma ferida sequer. Daniel confiou em Deus.
Em seguida, o rei deu uma ordem para que fossem trazidos aqueles homens que tinham denunciado Daniel. Todos, inclusive seus filhos e esposas, foram jogados na cova dos leões, que, imediatamente, os atacaram e devoraram.
DARIO EXALTA O DEUS ETERNO
Daniel 6.25-28
Depois disso, o rei Dario enviou cartas, traduzidas para diferentes idiomas, a todos os cidadãos do império, para que todos entendessem:
“Que haja muita paz entre vocês!
Segue o decreto em que determino que todos os habitantes do meu império respeitem o Deus de Daniel.
O Deus de Daniel é o Deus vivo Que permanece para sempre.
O seu governo nunca será destituído E seu domínio jamais será destruído. Ele tem
poder para livrar e salvar.
Ele faz milagres no céu e na terra. Foi Ele quem livrou Daniel
De ser devorado pelos leões”.
Assim, Daniel continuou respeitado durante o governo de Dario, que administrava a Babilônia sob a autoridade do rei Ciro II, o Grande.
