Daniel
Uma teologia da história.
12 capítulos.
(Missão desenvolvida entre 605 e 536 a.C.)
O livro de DANIEL é, ao mesmo tempo, uma biografia e uma teologia da história. A biografia é de Daniel, um israelita do Sul que foi levado em 605 a.C. para a Babilônia, onde viveu durante 69 anos. Parte de seu livro é autobiográfica (capítulos 7 a 12).
A teologia da história (presente também nos mesmos capítulos 7 a 12) oferece os passos do mundo até o fim dos tempos, o que torna o livro o segundo mais completo da Bíblia em termos de escatologia (que é o ensino sobre as coisas que ainda vão acontecer, como a ressurreição dos mortos, o julgamento final e a vitória final do Salvador do mundo). O mais completo é Apocalipse, no Novo Testamento.
A parte histórica mostra como Daniel conseguiu conciliar sua fé num ambiente político hostil e como foi alvo do amor do Deus Eterno, que, várias vezes, agiu e o livrou da morte.
A integridade de Daniel é consequência da sua fidelidade ao Deus Eterno, a quem orava constantemente.
As porções selecionadas são um roteiro permanente para uma vida íntegra e dedicada:
1.
“Deus concedeu a Daniel, Ananias, Misael e Azarias o conhecimento que precisavam para compreenderem a história e a literatura dos babilônios.
Quanto a Daniel, Deus lhe deu também a capacidade de interpretar todas as visões e todos os sonhos que precisasse explicar”.
(Daniel 1.17)
2.
“Pouco depois, houve algo que deixou Nabucodonosor II espantado. Por isso, ele se levantou bruscamente e perguntou aos seus assessores:
Nós não jogamos três homens no fogo? Eles responderam:
Sim! Foram três. O rei indagou:
Como é que estou vendo quatro homens passeando tranquilamente no meio do fogo e sem nenhum ferimento?
Vejo também que o quarto homem se parece com um ser divino.
Nabucodonosor II se aproximou da fornalha e gritou:
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, realmente vocês são amados pelo Deus onipotente! Saiam e venham cá!
Imediatamente, os três saíram da fornalha”.
(Daniel 3.24-26)
3.
“Ao tomar conhecimento do decreto, Daniel voltou para casa e entrou no seu quarto no andar de cima. As janelas ficavam abertas na direção de Jerusalém.
Era seu costume diário orar de joelhos para agradecer a Deus. Ele fazia isso três vezes por dia”.
(Daniel 6.10)
“Foi assim que orei, confessando os meus pecados e os pecados do meu povo e pedindo que o Deus Eterno nos socorresse.
Eu estava fazendo a oração da tarde.
Enquanto eu orava, o homem que me tinha aparecido anteriormente numa visão, veio ao meu encontro voando. Era Gabriel. Ele me tocou.
Para me orientar, ele me disse:
‘Daniel, vim para que você compreenda o que vai acontecer.
Quando você começou a orar, recebi uma ordem para vir ao seu encontro e lhe explicar tudo o que vai acontecer.
Você é muito amado por Deus.
Preste atenção para compreender a visão que você teve’”.
(Daniel 9.20-23)
4.
“Foi assim que orei, confessando os meus pecados e os pecados do meu povo e pedindo que o Deus Eterno nos socorresse.
Eu estava fazendo a oração da tarde.
Enquanto eu orava, o homem que me tinha aparecido anteriormente numa visão, veio ao meu encontro voando. Era Gabriel. Ele me tocou.
Para me orientar, ele me disse:
‘Daniel, vim para que você compreenda o que vai acontecer.
Quando você começou a orar, recebi uma ordem para vir ao seu encontro e lhe explicar tudo o que vai acontecer.
Você é muito amado por Deus.
Preste atenção para compreender a visão que você teve’”.
(Daniel 9.20-23)
5.
“O anjo me respondeu:
“Daniel, siga a sua vida. O segredo continuará até o fim da história.
Os que procuram viver de modo correto serão purificados, aperfeiçoados e provados. Os perversos, por continuarem sendo perversos, nada entenderão. Só os de vida santa compreenderão.
Em Jerusalém será proibido adorar ao Deus Eterno e o Templo será profanado. Depois desse tempo de tribulação, virá o fim de todas as coisas.
Os que confiarem e perseverarem apesar da tribulação serão felizes.
Quanto a você, Daniel, siga a sua vida. Você morrerá, mas confie que, no fim dos tempos, você será ressuscitado e receberá a vida eterna’”.
(Daniel 12.9-13)
(Em que se conta, em hebraico — com exceção de Daniel 2.4b a 7.28, que está em aramaico — a história de Daniel na Babilônia, país em que se destacou como alto funcionário do governo, interpretou sonhos dos reis e teve visões sobre o fim do mundo.)
