BUSCAMOS AJUDA, MAS NINGUÉM PODIA NOS SOCORRER
Lamentações 4.1
Oh! Como nossos filhos tão brilhantes Perderam todo o seu vigor.
Agora, eles vivem caídos nas ruas, Onde podem ser pisados!
Lamentações 4.2
Os belos filhos da nossa cidade,
Nossas verdadeiras joias de grande valor, Agora são tratados como barro,
Desses que o oleiro faz vasos simples!
Lamentações 4.3
Até os animais selvagens Amamentam seus filhos, Mas as nossas mães,
Por não terem como alimentar seus bebês, Enterram suas cabeças no chão como as avestruzes.
Lamentações 4.4
Nossos bebês, sem leite, Morrem de sede.
Nossas crianças pedem comida, Mas não há alimento para elas.
Lamentações 4.5
Aqueles que antes comiam do bom e do melhor Agora desmaiam de fome nas ruas.
Aqueles que viviam no luxo Agora moram em montes de lixo.
Lamentações 4.6
Tudo porque o pecado de nossa nação É maior do que o de Sodoma,
A cidade, que no passado, foi destruída Num piscar de olhos,
Sem que ninguém pudesse ajudá-la.
Lamentações 4.7-8
Nossos líderes tinham saúde Para dar e vender
E sabedoria
Para bem governar.
Agora, porém, perderam o vigor, Numa fraqueza que todos podem ver.
Lamentações 4.9
Felizes foram os que morreram Pela repentina espada assassina.
Foi melhor do que morrerem de fome, Que vai matando aos poucos
Por falta de comida para o corpo.
Lamentações 4.10
Nossas mães, sempre generosas Quando alimentavam seus filhos,
Puseram-nos em panelas e os cozinharam
Para que servissem de alimento para si mesmas Quando a calamidade chegou.
Lamentações 4.11
O Deus Eterno fez valor
Com força o seu juízo, como previsto. Nada sobrou em nossa cidade,
Nem as fundações das casas nem os muros.
Lamentações 4.12
Ninguém, nem os líderes, nem o povo,
Ninguém mesmo acreditou que o inimigo Entrasse pelos portões da nossa cidade.
Lamentações 4.13
Tudo isso aconteceu porque nossos pregadores pecaram, Nossos sacerdotes profanaram o Templo,
Derramando nele o sangue dos inocentes.
Lamentações 4.14
Nossos sacerdotes vagueiam cegamente pelas ruas. Suas roupas estão manchadas com o sangue derramado.
Estão completamente impuros para dirigir nossos cultos.
Lamentações 4.15
O próprio povo grita nas ruas:
“Fora daqui, seus porcos! Não toquem em nada”.
Diante disso, eles fugiram, Procurando onde morar, Mas ninguém os recebeu.
Todos diziam a mesma coisa:
— Aqui, não!
Lamentações 4.16
Foi o próprio Deus Eterno que, Em sua indignação, os deportou. Ninguém mais os respeita
Nem que sejam idosos.
Lamentações 4.17
Estávamos completamente desanimados, Esperando um socorro que não veio.
Buscamos ajuda,
Mas ninguém podia nos socorrer.
Lamentações 4.18
Todos os nossos movimentos eram vigiados, De modo que não podíamos sair de casa.
Nosso destino estava selado. Nosso fim tinha chegado.
Lamentações 4.19
Os nossos perseguidores foram velozes, Mais velozes que as águias,
E nos perseguiram em nossos esconderijos. Armaram ciladas para onde fugíamos.
Lamentações 4.20
Foi preso o nosso líder principal, Com quem contávamos
Achamos que, estando ele no comando, Estaríamos seguros.
Triste engano nosso.
Ele foi preso na armadilha Que os invasores prepararam.
Lamentações 4.21
Saibam vocês, que vibraram Com a nossa derrota,
Que a sua hora está chegando. Acontecerá com vocês
O que aconteceu conosco. É uma questão de tempo
Para que ocorra a sua humilhação completa.
Lamentações 4.22
Quanto à nossa cidade,
O mal que cometeu já foi punido E não será mais exilada.
Quanto aos que riam de nós,
A maldade deles ficará evidente. A punição ainda chegará.
